Quando pequeno,
A cerveja na padaria vizinha era para os vagabundos de plantão,
Hoje eu deixo para os meus colegas
Quando pequeno,
Homem que traíra mulher é pilantra… Hoje depende
Mulher que ficava em casa… coitada …Hoje depende mais ainda…
Quando pequeno,
Mulher gostava dos românticos,
Hoje romantismo é muito pouco.
Quando pequeno,
Falar te amo era para uma ou duas pessoas durante a vida,
Hoje…Eu te amo tbem meu querido leitor
Quando pequeno ,
Os adultos diziam que a censura nos impedia de ver o mundo,
Hoje vemos o mundo e choramos…
Quando pequeno,
Pensávamos que os políticos eram a ancora do mundo,
Hoje percebemos que são as políticas, as políticas, o padeiro, o leiteiro, o empresário… As pessoas.
Quando pequeno,
Meu mundo era sonhos,
Hoje me apego aos que sobraram.
Quando pequeno,
A beleza era um complemento,
Hoje é como o inglês no mercado de trabalho.
Quando pequeno,
“Droga!” Era uma lamúria de inconformismo…
Hoje é legal , dá uma vibe loka … Até que o tempo prove o contrário.
Quando pequeno,
Pensava que o mundo estava pronto pra mim…
Hoje percebo, o mundo que quero é criado no dia a dia que resolvo levar.
Quando pequeno,
Imaginava que existia somente o certo e errado, o sim ou não…
Hoje tudo depende…
2 Comentários
Março 21, 2006 às 3:56 pm
Não vou usar o qdo era pequena pq ainda o sou no tamanho… mas qdo era criança!! Ah, como era bom… qdo eu era criança os sonhos pareciam todos possíveis… as tristezas eram pequenas e os problemas nem precisam do meu esforço pra ser solucionado!!
Hoje a realidade é outra, os problemas e os conceitos mudaram, mas hoje eu sou a principal autora de minha história… depende só de mim e das pessoas que escolhi para caminharem cmg… pessoas especiais como vc!!!!
Saudades gigantes de vc… Vamos marcar qquer coisa pra encontrar a galera, beber alguma coisa e jogar Imagem & Ação!!!!
Março 27, 2006 às 4:11 am
Depende.. isso mesmo.
Quando somos ‘pequenos’ possuímos uma visão única, objetiva, óbvea, simples, unânime, absoluta.
O tempo passa e os acontecimentos vão inserindo tantas vírgulas, tantas hipóteses, tantas teorias, tantas possibilidades, nos desvirginando a cada instante, tirando a pureza do olhar acrítico.
Um dia, quem sabe, esquecemos de escolher tanto, de buscar tanto, de rimar tanto amor com felicidade, e voltamos a ser crianças novamente, onde o mundo era mais simples e a felicidade não era uma obrigação, mas sim conseqüência.
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